Nacionais - Ilhéus

O que fazer - geral

A pacata cidade localizada em plena Costa do Cacau abriga atrações para todos os gostos, desde os mais tradicionalistas que preferem uma viagem pela história até os aventureiros apaixonados que apostam na beleza das dezenas de praias. As cores variam do dourado das areias, ao azul das águas até o verde das matas que circundam o povoado. O sabor fica por conta do chocolate, que em algumas fazendas pode ser provado ali, após acompanhar o preparo, em versões recheadas e deliciosas.

Localização:

*Estado: Bahia

*Idioma: Português

*Clima: Equatorial

*Temperatura: 28ºC

*Moeda: Real

*DDD: 73

Distâncias:

*São Paulo – 1.739 km

*Rio de Janeiro – 1.447 km

*Recife – 1.328 km

*Salvador – 462 km

 

 

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Dicas

Paradisíaca desde o Brasil Colônia

Tranquila, segura e próspera. Esta é São Jorge dos Ilhéus ou somente Ilhéus, cidade baiana imortalizada em algumas obras de Jorge Amado. Não é à toa que este grande escritor brasileiro escolheu este pedaço privilegiado pela natureza para ser cenário em alguns de seus romances. É o maior litoral da Bahia, com cerca de 100 quilômetros de belas praias cercadas pela vegetação típica da Mata Atlântica.

A história de Ilhéus começa quando o Brasil ainda era uma colônia portuguesa. O local foi uma das 15 Capitânias Hereditárias – forma de colonização repassada a particulares. O primeiro donatário foi Jorge de Figueiredo Corrêa, mas ele não quis abrir mão de seu cargo em Portugal e enviou Francisco Romero ao novo país. A capitania ganhou o nome de Vila São Jorge dos Ilhéus e mostrava grande desenvolvimento e prosperidade, pois não tinha problemas financeiros e nem com os colonos e os índios.

Mas a morte de Jorge de Figueiredo, que fazia doações constantes para a região, prejudicou o crescimento de Ilhéus. O filho mais novo do donatário conseguiu uma licença para vender a Capitânia, que passou a ser vendida constantemente. O local só voltou a crescer com o cultivo do cacau, iniciado em 1822. Até hoje, o fruto é plantado em grande escala e é um dos símbolos da cidade. Além do plantio de cacau, Ilhéus tem no turismo uma das mais importantes fontes de renda, pois suas belezas atraem milhares de pessoas ao local durante o ano.

 

Cultura que encanta

Além de suas belezas e do clima tropical, a Bahia também é conhecida por ser repleta de diversas crenças e religiões. Ilhéus não fica por menos. Na cidade, alguns rituais são influenciados por diversas crenças como o Banho da Paixão, um ritual com base na fé católica, mas influenciado por outros mitos religiosos. Durante a Sexta-Feira Santa, milhares de homens e mulheres se revezam em mergulhos nas praias de Olivença e Milagres. Apoiados no poder sagrados das águas, eles acreditam que o ritual os livra do mal durante o ano todo.

As festas típicas de Ilhéus também são shows à parte. Os arraiais são embalados por muito forró, comidas da região e concurso de quadrilha. Tudo isso a poucos metros das paradisíacas praias. Belezas naturais, festas e crenças diversas são pratos cheios para os artesões ilheenses, que retratam tudo em suas obras, encontradas nas diversas barracas espalhadas pela cidade.

Atrações

As belezas ilheenses

Ilhéus oferece diversos tipos de passeios aos turistas que por lá passam. A cidade foi agraciada com muitas belezas naturais, mas não são somente as paisagens que fazem o turismo ser forte na região. O Mirante de Outeiro de São Sebastião tem uma bela vista de Ilhéus, mas também conta muito da história do município, que nasceu naquele local. Foi lá que os primeiros habitantes vindos de Portugal construíram suas moradas. Por conta disso, o marco zero de Ilhéus é lá.

A cidade também abriga o primeiro engenho de açúcar do Brasil, construído em 1548, próximo ao Rio do Engenho. Ainda é possível ver vestígios do Engenho de Santana, que funcionou por quase 300 anos. Lá também está a belíssima Igreja Nossa Senhora de Santana, a terceira igreja rural mais antiga do país. Destaque para a boa conservação deste templo, construído em 1563 pelos jesuítas.

Outros sinais do Brasil Colônia são as 17 aldeias com mais de 4 mil índios em Olivença, a 16 km do centro de Ilhéus. Os índios são os nativos da terra e ocupavam boa parte do território brasileiro antes de 1500, ano do descobrimento. Olivença é um dos lugares mais agitados de Ilhéus por conta das diversas festas populares e da Estância Hidromineral Litorânea, com águas radioativas de valor medicinal comparadas com as mundialmente conhecidas em Vichy, na França. Esta é a única estância hidromineral à beira mar do planeta.

 

O cenário de Jorge Amado

Qualquer semelhança de Ilhéus com os cenários das obras de Jorge Amado não é mera coincidência. O escritor, figura ilustre da cidade, se inspirou no visual ilheense para criar diversas obras. Um de seus mais famosos livros, “Gabriela, Cravo e Canela”, é um retrato da rica Ilhéus da década de 1920, graças aos tempos áureos do cacau. O Bataclan era um bordel e cassino onde os coronéis buscavam diversão quando iam à cidade vender cacau. Atualmente, o local é um dos mais procurados restaurantes e Patrimônio Histórico de Ilhéus.

Jorge Amado também imortalizou o Bar Vesúvio em suas obras. O lugar era de propriedade de Nacib, que se apaixonou por Gabriela, ambos personagens do livro “Gabriela, Cravo e Canela”. Durante o verão, o bar e restaurante, Patrimônio Histórico da cidade baiana, tem como atração a peça “A Volta de Gabriela e Nacib ao Bar Vesúvio”. Tudo isso sem falar nas belas praias da cidade, também muito citadas por Jorge Amado.

Fonte: Site da Prefeitura de Ilhéus, Secretaria de Turismo de Ilhéus, Portal Oficial do Estado da Bahia, Portal da Costa do Cacau e Site da Fundação Casa de Jorge Amado.

 

Gastronomia

Os alimentos que vêm do mar

Assim como a maioria das cidades litorâneas brasileiras, a gastronomia de Ilhéus é à base de animais marítimos. Peixes, lagostas, camarões, caranguejos e mariscos recheiam o cardápio dos restaurantes e bares ilheenses. Destaque também para o pitú, uma espécie de lagosta de água doce, bastante encontrado na região.

A comida típica do estado, como o acarajé e o bobó de camarão, é fácil de ser encontrada nos diversos bares e restaurantes da cidade. Alguns destes recintos só abrem à noite e outros somente para o almoço. Muitos deles oferecem shows de música ao vivo apresentando artistas ilheenses. A sugestão para sua sobremesa é o chocolate da região, muito tradicional e feito do cacau plantado na própria cidade. Esta delícia é uma das mais procuradas por turistas e também pelos moradores. Afinal, quem resiste ao chocolate?

 

Diversidade culinária

Em Ilhéus a comida árabe também tem um espaço de destaque. Assim como em muitas cidades brasileiras, diversas famílias provenientes dos países árabes escolheram este paraíso baiano para morar. A influência destes estrangeiros na cultura ilheense inspirou o próprio Jorge Amado. No livro “Gabriela, Cravo e Canela”, um dos protagonistas é o árabe Nacib, dono do Bar Vesúvio na história.

A cidade também apresenta opções gastronômicas de outros lugares no mundo, mas sem perder o toque “quente” tipicamente baiano. Lá é possível encontrar iguarias das culinárias italiana, francesa, suíça e japonesa para serem desfrutadas.

Fonte: Site da Prefeitura de Ilhéus, Secretaria de Turismo de Ilhéus, Portal Oficial do Estado da Bahia e Portal da Costa do Cacau.

Compras

Lembranças deste paraíso

A cidade possui uma variedade de produtos artesanais e com qualidade, facilmente encontrados nas barraquinhas pela cidade ou no Mercado de Artesanato de Ilhéus. Os artigos são feitos de materiais encontrados em abundância na região, como cerâmica, madeira, cordas, palhas e conchas.

Além destas matérias-primas, os artesãos ilheenses utilizam materiais reciclados para construir suas obras. A maioria delas é inspirada nos símbolos da cidade e nos pontos turísticos. Instrumentos musicais tipicamente baianos, como tambores e berimbaus, também são encontrados neste paraíso praiano.

 

Mais compras

Outros produtos que são fáceis de encontrar nas barracas e lojinhas de Ilhéus são os alimentos típicos. Há muita procura por parte dos turistas por produtos, inclusive para levar de lembrança. Os mais requisitados são o chocolate e os diversos tipos de pimenta, ambos fabricados com matéria prima da região.

Bijuterias artesanais, como brincos, pulseiras e colares, também são encontradas nas praias. Seja com os vendedores ambulantes que vendem os artefatos na própria areia ou nas barraquinhas na orla da praia.

Fonte: Site da Prefeitura de Ilhéus, Secretaria de Turismo de Ilhéus, Portal Oficial do Estado da Bahia, Portal da Costa do Cacau e site do Mercado de Artesanato de Ilhéus.

Curiosidades

Filho ilustre

A figura mais ilustre de Ilhéus é, com certeza, Jorge Amado. Apesar de ter nascido em Itabuna no dia 10 de agosto de 1912, o escritor mudou para este paraíso baiano quando estava prestes a completar dois anos de idade. Em 1914, uma enchente do Rio Cachoeira destruiu toda a fazenda onde morava a família Amado. Aliás, a morada era chamada de Auricídia, mesmo nome que Jorge Amado utilizou para a esposa de um personagem no livro “Terras sem Fim”.

Além desta obra, Jorge Amado teve outros 33 livros publicados – alguns foram adaptados para o cinema, teatro e televisão, a exemplo de “Gabriela, Cravo e Canela”. Em muita destas obras, Ilhéus serviu como inspiração para o escritor. A cidade também foi cenário em algumas delas.

Desde junho de 1997, há uma exposição permanente sobre a vida e obra do autor na Casa de Cultura Jorge Amado. O local foi a primeira morada da família do escritor em Ilhéus. O belíssimo palacete antes era uma casa simples, com apenas uma porta e uma janela. Quem restaurou o lugar foi o pai de Jorge Amado, João Amado de Farias, após ganhar o primeiro prêmio da Loteria Federal em 1920. Foi nesta residência que o autor escreveu seu primeiro romance, “O País do Carnaval”.

 

O ouro negro

Um dos símbolos ilheenses é o cacau. Este é somente um indício de que você não pode deixar de saborear esta delícia e seus derivados quando for para lá. É também por causa deste fruto que a cidade ganhou um destaque na história. Pois não é por menos, já que a primeira produção mundial de cacau é de Ilhéus. É bem verdade que o fruto começou a ser plantado no Brasil na Região Norte, sobretudo no Pará, mas foi no município baiano que ele ganhou projeção mundial.

Em 1746, iniciaram as plantações de cacau em Ilhéus, quando ainda era uma capitania Hereditária do Brasil colonial. Nesta época, o plantio ilheense era dominado pela cana-de-açúcar. Mas a partir de 1822, com a chegada de um grupo de alemães chefiados por Pedro Weyll, este panorama começou a mudar.

O fato de existir em Ilhéus muitos rios navegáveis contribuiu para que a cidade chegasse ao patamar de primeira produtora de cacau do planeta. Por conta desta facilidade, as grandes fazendas de cacau se instalaram às margens destes rios para que o transporte fluvial fosse mais ágil. Ilhéus viveu tempos de muita riqueza durante o auge do cacau, chamado de “ouro negro”, tamanha era prosperidade por conta do fruto. Ainda hoje é possível ver os casarões dos coronéis do cacau daquela época pelas ruas ilheenses, assim como conhecer um pouco mais da história do período áureo do fruto em Ilhéus em algumas obras de Jorge Amado.

Fonte: Site da Prefeitura de Ilhéus, Secretaria de Turismo de Ilhéus, Portal Oficial do Estado da Bahia, Portal da Costa do Cacau e Site da Fundação Casa de Jorge Amado.

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