Nacionais - Belém

O que fazer - geral

O cenário é marcado por igarapés, pelo sorriso dos habitantes e uma hospitalidade sem igual. Assim é Belém, a capital do Pará. A riqueza da cidade diferencia-se pelas cores e sabores, provando a importância da miscigenação cultural na região. Às margens da Baía do Guajará, uma estrutura de ferro chama a atenção: é o Mercado de Ver-o-Peso, construído em metal no século XIX. Nesta viagem pelo melhor da região Norte é indispensável citar que a cidade é conhecida como o Portal da Amazônia.

 

Localização:

*Estado: Pará

*Idioma: Português

*Clima: Quente e úmido

*Temperatura: 31º

*Moeda: Real

*DDD: 91

Distâncias:

*São Paulo – 2.967 Km

*Brasília – 2.134 Km

*Rio de Janeiro – 3.246 Km

*Teresina – 911 Km

 

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Dicas

O Destino

Belém nasceu após expedições da família real portuguesa em busca de novos domínios na foz do Rio Amazonas. O município foi fundado em 12 de janeiro de 1616. Foi o capitão-mor Francisco Caldeira Castelo Branco quem aportou às margens da baía de Guajará para garantir o comando do novo território e defendê-lo do ataque de corsários ingleses e holandeses. O povoamento da capital paraense se originou na margem direita da foz do Rio Guamá, no ponto em que desagua no Guajará. Lá, foi erguido estrategicamente o forte do Presépio para proteger a cidade. Após a construção do colégio e da igreja dos jesuítas, surgiram os primeiros habitantes. Com a estrutura pronta, Santa Maria do Grão Pará tornou-se a capital do Estado do Maranhão e do Grão Pará, em 1751. O local, que envolvia todo o extremo Norte do Brasil, passou a se chamar Santa Maria de Belém do Grão-Pará.

Imagine uma localidade que faz jus a sua cultura. Belém é assim! O turista chega e já sente o clima e a força das raízes culturais no ar. Os nativos dão um show nas apresentações, sejam elas referentes a música, dança ou lendas. Não há quem resista e não arrisque um passo do carimbó, siriá e lundu ou se encante pelo colorido das roupas típicas. É contagiante. Diferente de muitas cidades, a cultura paraense é muito fácil de ser notada, seja pela forma de falar das pessoas, pelos traços marcantes da cultura indígena ou simplesmente pelas maravilhosas frutas da região. Para quem não sabe, há registros que mostram a presença de 32 povos no território paraense, com aproximadamente 16 mil índios, contribuindo assim, para o desenvolvimento de artesanatos inspirados na cultura indígena.

Atrações

Passagem obrigatória em Belém!

Belém tem um estilo próprio e oferece ao turista opções variadas de atrações, tanto naturais como culturais e históricos. Não há quem não se encante pela fauna e flora, pelos palácios e praças, pelas igrejas, comércio, bosques… A capital paraense é assim, irresistível!

Nada melhor do que começar o passeio por Belém no marco da fundação da cidade, o Forte do Castelo, antes conhecido como Forte do Presépio. Seguindo pelo caminho das descobertas, outro local de muita importância para a cidade é o Mercado Ver-o-Peso, criado pelos portugueses em meados de 1688 e que hoje desperta a curiosidade de todos os turistas. Em pouco tempo passeando, o visitante percebe a riqueza histórica e cultural do lugar e os cuidados com os pontos turísticos da cidade, como é o caso do Teatro da Paz, considerado o mais importante do Estado do Pará, o Espaço Cultural Casa das Onze Janelas, ícone da arte moderna de Belém, entre outros.

Ar puro e muita cultura

Um dos pontos que chama a atenção do turista é a facilidade que a cidade tem em unir diferentes atrativos em um mesmo lugar. Um exemplo claro dessa mistura é o Parque da Residência, antes moradia dos governadores e hoje um complexo cultural e de lazer, com lojas, lanchonete, teatro e barracas típicas. Outros dois locais muito procurados pelos visitantes por reunir história e infra-estrutura são o Complexo Estação das Docas e o Polo Joalheiro. Agora, se o turista busca por tranquilidade total, a dica é conhecer o Bosque Rodrigues Alves e o Mangal das Garças.

Fonte: Prefeitura de Belém

Gastronomia

Além do tupi-guarani, Belém tem o tucupi.

A culinária paraense foi, de todas as regiões, a mais influenciada pela sabedoria indígena, dando a seus pratos um toque muito especial. O caldo amarelo de gosto azedo, descoberto por tribos amazônicas, é utilizado em vários pratos. Extraído da raiz da mandioca, o suco precisa ser fervido para evaporar de sua fórmula possíveis substâncias tóxicas. Depois disso, o tucupi já pode acompanhar as carnes e peixes. Na famosa receita do pato no tucupi, mistura-se ao caldo algumas folhas de jambu, uma verdura nativa que causa leve dormência na língua. Os pratos típicos da região Norte podem ser saboreados nos inúmeros restaurantes da cidade. Muitos estabelecimentos oferecem os mais variados cardápios, que incluem até pratos da cozinha internacional. Belém tem açaí batido na hora e uma rede gostosa para se embalar depois do almoço. Tem sorvetes deliciosos e mousses. Aproveite para conhecer o Bar do Parque e o Teatro do Paz.

Nem carne de boi nem de porco. Aqui, é de Búfalo!

A Ilha abriga o maior número de búfalos do país, fazendo com que o animal seja utilizado no transporte e também na alimentação. A abundância da carne do búfalo contribuiu para uma culinária peculiar no Marajó, onde os pratos típico são o búfalo coberto com queijo de leite búfala – que também originou o “Queijo do Marajó” – e o “frito do vaqueiro” (pequenos cubos da carne do animal misturados à farinha). A carne deste animal proporciona uma grande vantagem em relação à bovina, pois é 50% menos gordurosa. Entretanto, para prová-la nos restaurantes marajoaras, recomenda-se pedir com algumas horas de antecedência, devido a elaboração que essa carne necessita. O fato de ser banhada pelo Oceano Atlântico, Rio Amazonas e Tocantis, proporciona a Ilha grande variedade de peixes. Na agricultura praticada em Soure, o bacuri é destaque, atingindo 2 milhões de frutos por safra, que abastecem o mercado de Belém. Em Salvaterra, na agricultura, o maior produto é o abacaxi. Além disso, ainda destacam-se as plantações de arroz, mandioca,milho e laranja. No extrativismo, está a coleta de sementes oleaginosas, cocos e a pesca artesanal. Se sobrar um espacinho no estômago, não deixe de provar a sopa de caranguejo ou uma dourada ao molho de camarão e o açaí com camarão seco. Importante ressaltar que os pratos da região utilizam produtos naturais, colhidos das fontes mais puras encontradas na flora e na fauna amazônicas, sem similar em outro lugar do mundo.

Compras

Arcos e flechas em Belém

O fato de Belém ter um grande número de índios entre os seus habitantes, faz dela um dos locais com grandes riquezas artesanais. Os trabalhos mais encontrados em Belém são as réplicas de vasos, jarros e outros utilitários da cerâmica marajoara e tapajônica, herança dos primeiros habitantes da Amazônia. Em Belém, é possível encontrar exemplares para compra nas lojas da avenida Presidente Vargas. Há ainda colares, cocares, arcos e flechas, e cestas indígenas. Há também a Cooperativa dos Artesões, na Praça da Matriz, onde o turista encontra os produtos direto da fonte, em diferentes estilos.

Uma Ilha com opções de compras

Um dos produtos mais famosos da Ilha de Marajó, sem duvida, é o seu artesanato, mas especificamente, a cerâmica marajoara. Diz a lenda que as cerâmicas da região foram encontradas em escavações arqueológicas, sendo assim as únicas relíquias deste povo, que dominou a região até o século XIV. Além dos jarros, vasos e outros produtos de cerâmica, há também trabalhos manuais feitos com o couro dos búfalos que desperta a curiosidade das pessoas. Uma das principais características é a inovação das peças, sejam elas em couros, cerâmica, plantas ou até mesmo com raízes aromáticas. O Museu de Marajó expõe peças da antiga cerâmica marajoara, encontrada em escavações, além de artesanato e objetos típicos da cultura regional. Há cerâmicas produzidas pelas índias marajoaras.

Curiosidades

Antes ou Depois?

Em Belém a pergunta “Você vai sair antes ou depois da chuva?” é bastante comum. Quem nunca visitou o Pará pode até estranhar a brincadeira, mas ela é freqüente na região. Devido ao clima quente e úmido, chove praticamente todos os dias. E por incrível que pareça, a chuva cai quase com horário marcado: por volta das 3 horas da tarde. No entanto, o período de chuvas mais fortes vai de maio até dezembro. Porém, as curiosidades da cidade não páram por ai! O Mercado Ver-o-Peso teria esse no me por qual motivo? A resposta é simples, o nome surgiu porque naquela época era obrigatório conferir o peso das mercadorias no posto fiscal, na Casa do Haver-o-Peso, daí o título.

O Forte do Castelo também tem suas curiosidades. Foi dali que vários planos foram pensados para expulsar os europeus da região. Devido a sua localização estratégica, à beira do rio Pará, de onde era possível ver toda a movimentação de entrada e saída de barcos, o Forte teve função de quartel general. Além de curiosidades, algumas dicas de como se divertir na região. A Ilha do Mosqueiros, por exemplo, apresenta pequenos rios e igarapés onde podem ser realizados passeios por ilhas e ilhotas, como as de Maruins e a ilha dos Papagaios, propícias para a observação de pássaros e outros animais silvestres.

Ilha do Marajó: a camaleoa do Norte

A Ilha de Marajó tem uma curiosidade peculiar. A cada visita a ilha, o turista terá um novo cenário. O que acontece é o seguinte: a ilha apresenta duas estações: chuvas de dezembro a maio e sol de junho a novembro, que alteram a paisagem completamente. No inverno, a cor dos campos é absolutamente verde, porém no verão, a tonalidade desta paisagem passa a ser marrom. Nos alagados do inverno, milhões de aves aparecem nesta vegetação e até a terra tem uma beleza rara no verão seco. Por isso é difícil escolher a época de visitar Marajó. Em qualquer época, o local proporcionará visuais incríveis. Há também a história dos búfalos pra lá, búfalos pra cá!Além disso, a ilha abriga em seu território a maior manada de búfalos do país, sendo o vaqueiro o personagem mais típico de lá. Uma das cenas mais comuns em Marajó são búfalos andando livremente pelas fazendas. Não é a toa os vários artesanatos e pratos feitos com o couro e carne do animal, respectivamente. Para se ter uma idéia da proporção, a quantidade de búfalos do local é maior que a população. Mais uma curiosidade: a Ilha do Marajó é maior que os estados do Rio de Janeiro, Alagoas e Sergipe.

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